segunda-feira, agosto 24, 2009

More than meets the eye

Mais uma ideia brilhante que eu tive, que acarreta em mais uma seção do blog. Resolvi escrever algumas histórias curtas (são curtas mesmo) que ultimamente pularam na minha cabeça, e onde mais eu postaria elas? Espero que entretenham tanto quanto têm me entretido. Sem mais apresentações aqui vai a primeira!

More than meets the eye

Continuo a fitar teus olhos, mas não decifro o que querem me dizer. Se é que algum dia quiseram me mostrar algo. Tomo cuidado para que não me notem enquanto continuo a idealizar o que se encontra sob tua superfície. E quem jamais fez isso? Que venham ao meu encontro as pedras daqueles que nunca perderam seus pensamentos imaginando tuas diferentes formas de agir e ser?
Confesso que sinto o tempo se esvair enquanto contemplo teus olhos e nada no mundo pode me chamar mais a atenção do que os segredos escondidos neles. Nem mesmo o timbre da tua voz me tiraria desse torpor. Da cor seria fácil esquecer, mas das faíscas que dele saltaram quando te vi pela primeira vez eu jamais poderia me livrar.
Sileciosamente nos encaramos, depois de tanto tempo, antes que você vire novamente o rosto mundano procurando por outros espectadores. A linha da tua atenção, diferentemente da minha, é tênue. Ela se rompe bruscamente antes que eu saiba se você partilha meus sentimentos. E minha curiosidade impulsiona o resto do corpo para mais perto. Mesmo assim ainda pareço invisível.
Eu disse “Oi”, você também. Parece que fazem séculos e eu me confundo imaginando se eram esperadas mais palavras ou você simplismente apresenta traços de educação semelhantes aos de todas as pessoas que nos cercam. Perdi o fôlego e decidi me preocupar com algo mais útil e menos fútil. Mas onde está o conceito disso, se minha futilidade é o tema de estudo proposto? Minha mente começou a vagar novamente nos velhos trilhos percorridos.
Não, você não demonstrou interesse. Chego a essa conclusão precária, embora seja a mais concreta. Porque o “sim” acarretaria mais perguntas que eu poderia responder. Já me acostumei a isso, meu cérebro foi programado para realizar essas funções e mesmo antes de te conhecer eu tenho certeza que irá me decepcionar.
Sendo assim poque chegar às vias de fato, se eu poupo meu sofrimento? E daqui a uma semana existirão outros olhos para contemplar. Essa informação eu relutantemente tento assimilar, procurando agora novos hábitos para me distrair.
Quando eu me levanto, esperando um breve adeus, minhas proposições se espatifam como um vidro em mil pedaços. E antes que eu responda rapidamente me pergunto se realmente escutei você dizer “Let’s grab a cup of coffee?”. Eu não poderia dizer não, certo?

2 pessoas retrucaram:

Valki disse...

:)

Ainda me deliciando com a hitória para mnáris mais profundos....

F. disse...

era isso q eu queria!! xD

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