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domingo, novembro 29, 2009

Paraíso Perdido

Minha infância é uma fase da minha vida que eu nunca vou esquecer. Assistir as extintas apresentadoras tipo: Eliana, Angélica, Mara Maravilha meldelsdocéu desenterrei essa fazendo programas (olha a mente suja!) infantis. Brincar no pátio, comprar Kinder Ovo a R$ 1,00 e colecionar os bonequinhos, comer salgadinhos só pra colecionar tazos, ser um treinador pokemón ou ir pro digimundo, brincar de harry potter com os amigos (né Mione.. aahm quero dizer Valki) e alugar fitas de nintendo 64 ou cd’s de playstation 1 pra jogar a noite toda (Resident Evil eu nem jogava, só assistia porque morria de medo). E sim, nós tínhamos vários amigos, na infância todo mundo é amigo. Esse saudosismo todo serve pra mostrar como éramos inocentes, acreditávamos em magia e o mundo nunca pareceria um lugar ruim. Claro, tiro dessa parcela as crianças que não tiveram uma infância, não por escolha, mas porque foram foraçadas a isso.
Mas as coisas ficaram um pouco diferentes...
As garotas de hoje, com seus 6 anos já viraram Misses, com as caras mais “rebocadas” do que muita mulher por aí. Os garotos não pensam mais em jogar bola ou videogames, querem “pegar” as coleguinhas e virarem “machos” logo com 6 anos já estão no 5 contra 1. O que aconteceu com a incocente infância? Quando eu era criança a última coisa que eu queria era crescer, hoje parece que é só nisso que os mais novos pensam. Na minha época VELHO eu tinha vergonha de ver as cenas de beijo nas novelas, hoje eu não me surpreenderia se os “piás” já estivessem olhando filme pornô.
Essas diferenças se tornam cada dia mais gritantes. Há algumas semanas eu escutei um relato de uma professora que não sabia qual atitude tomar frente aos aluninhos do primário que estavam se beijando na aula (era um menino e uma menina, que fique claro, ainda não chegamos a tais extremos). Daí alguém vem me dizer que selinho é “normal”, mas não era selinho, e o garoto tava querendo pelar a colega!
Daí eu me pergunto, de quem é a culpa? Dos pais? Da sociedade? Da mídia? Sim, de todos esses. A mídia apela procurando novos espectadores, mas acaba atingindo um público que não deveria ser alvo. Os pais, dou o maior apoio pra começar a ensinar desde cedo o que é sexo, mas ensinar é diferente de mandar fazer! Diga o que é cada coisa, mas faça a criança entender que ela ainda é criança e não é a hora pra esse tipo de relação. E da sociedade? Se alguém tem mais culpa esse alguém é ela! Porque em algum ponto todo mundo achou bonitinho ver uma criança se fazendo de adulto, ou achou correto que certas responsabilidade fossem passadas a elas tão cedo. Desde quando se pergunta pra uma criança se ela já tem namorado(a) como fazem sempre aquelas visitas chatas que não tem nada a mais pra falar com os filhos dos amigos.
Agora é tarde pra mudar essa nova geração, mas eu ainda suplico que deixem as crianças serem mais crianças. Não apressem essa fase inocente e pura que nunca mais volta. Uma vez que somos “corrompidos” com malícias e afins é que a falta de tudo aquilo que era bom e simples se faz presente e por tantas vezes cruel. Só porque nós comemos do fruto proibido não significa que devamos tirar as crianças de seu próprio paraiso tão cedo. Não estou dizendo que deveríamos virar o Peter Pan e nunca crescer isso é doentio. A adolescência é outra fase magnífica, assim como qualquer fase da nossa vida pode ser. Mas esse crescimento acontece em seu perfeito ritmo, não cabe a nós apressá-lo.

PS. Olha aí, fico dias sem postar e depois vem quase um livro, hahahaha.

quarta-feira, novembro 11, 2009

Ele não está tão afim de você

Uma boa cafeteria e bons amigos e você tem material para um post, se não perfeito, ao menos muito bom! Então lá estava eu tomando meu "pingado" no Sr. Café e conversando com minha amiga até que uma amiga dela chegou lá (eu sei... a amiga, da amiga, da amiga, da amiga...). Daí conversa vai, conversa vem e chegamos no assunto do post. Ele não está afim!
Porque a maioria das mulheres, ahnm... peraí, a maioria das pessoas gosta de ser enganda. Na verdade gosta de SE enganar. Se ele (ou ela) não liga a última coisa que pensamos é que ele não esteja afim. E se perdeu o celular?
Ele não te convidou pra sair (podia estar intimidado com seu sucesso), depois não sabia se queria namorar (nossa amizade é tão boa, pra que estragar?), depois te deu um fora e de vez em quando corre atrás (ele está confuso!) BÊBADO (dizem que é droga, mas quem não bebe?)! Como diria minha amiga: Acorda! Realiza!
ELE SIMPLISMENTE NÃO ESTÁ TÃO AFIM DE VOCÊ! (e isso vale pra "elas" também)
Tem tanta gente nesse mundo, porque correr atrás de alguém que não te reconhece como uma pessoa maravilhosa? Tá certo que nem todo mundo vai achar isso, tem gente que te odeia e tem aqueles que nem te veem passar na rua, mas porque cargas d'água você escolheria namorar uma dessas pessoas? O que eu quero dizer é: pare de achar desculpas para os outros e ache alguém que não precise delas. Jogue fora aqueles lemas: "Por ele/ela vale a pena lutar" e ame mais você antes de ser subjugado(a) por outros.
E sei, isso parece livro de auto-ajuda e "ame mais você" não faz sentido quando suas pernas ficam bambas perto "daquela" pessoa. E tudo o que você realmente quer é amar mais ela, mas é irracional ficar babando assim se você não vai ganhar nada em troca. Histórias de amor são beeem diferentes daquelas que escutamos quando éramos crianças. Se a Bela Adormecida vivesse no nosso mundo ela ainda estaria dormindo, e a Cinderela (pamonha) estaria até hoje coberta de fuligem. Porque o futuro delas dependia totalmente de uma outra pessoa, que poderia ou não aparecer! Nem sempre a felicidade e realizações estão reservadas para um casamento feliz, você pode estar sozinho e "muito bem, obrigado". E a menos que você tenha um irmão gêmeo você nasceu sozinho nesse mundo, por que subitamente tem que estar com alguém?
Ame, de verdade, mas somente quando merecerem esse amor. Não sofra por nada, você pode estar derramando lágrimas por alguém que nem pensa mais em ti. E se tiver dúvidas, olhe o filme "Ele não está tão afim de você" ele é realmente muito bom!

quinta-feira, novembro 05, 2009

Eu - Hoje

Hoje eu estou novamente "naqueles dias" (não, não estou menstruando). Os dias que me refiro são aqueles em que eu sei que tenho muitas coisas pra fazer e tudo isso pesa nas minhas costas, mas eu não tenho vontade de fazer nada. É o dia em que eu quero postar algo no blog, mas a única coisa que me vêm na cabeça são ideias vazias ou aquelas que a gente já comentou tanto que se tornaram clichês. Esse é o dia em que eu leio tudo que posso e nada parece ter algum sentido. Eu odeio o dia de hoje! Ele me traz uma angústia sufocante, e sabe quando você está preocupado com algo e não faz a mínima ideia do que é?
Acho que em parte eu sei o que me preocupa...
As nuvens estão escuras no céu, mas o calor continua pesando sob nossas cabeças. Pois é, o clima também não ajuda. A aula começa daqui a uma hora e eu tenho medo de chegar lá tendo esquecido até o nome do professor. Falta dois meses pro vestibular, as cobranças voltam me esmagar e se agora eu já estou nervoso... imagina quando Janeiro chegar! Daí depois de tudo isso eu vejo alguns obstáculos e começo a meter as mãos pelos pés...
Tá, depois que eu escrevi isso meus problemas me pareceram tão pequenos. Tem tanta gente que sofre mais e continua por aí, talvez reclamando até menos.
Pois é, não tenho muito o que dizer mesmo, só carregar o peso extra que eu recebi hoje. Acho que todo mundo se sente assim em algum momento, balançando os pés e procurando o chão. O que me anima em tudo isso é que todos os dias tem um fim, tanto os bons quanto os ruins. Isso significa que eu tenho apenas algumas horas pela minha frente, mas não vou ficar sentado esperando elas passarem. Vou reagir a esse torpor e transformar meu dia antes que ele chegue no fim. Já recebi uma ajudinha dos céus agora: começou a chover.

PS. Achei essa charge muito bacana esses dias e guardei ela, sabia que chegaria o post ideal para usá-la. Hahahaha.

terça-feira, outubro 27, 2009

Seja "hype" Paulo Otávio!

Ouvi dizer que existem tipos de usuários/as de drogas. O que é isso?

É verdade, a UNESCO, um órgão ligado à ONU (Organização das Nações Unidas), que trabalha com educação e cultura, distingue quatro tipos de usuários de drogas:

experimentador - é aquele que experimenta alguma droga para saber como é que é o efeito, por que deseja ter novas experiências, porque o grupo pressiona, por conta da publicidade que se faz, etc. Na grande maioria dos casos, o contato com a substância não passa das primeiras experiências;

ocasional - é aquele que utiliza de uma ou outra droga, só de vez em quando. Nesse caso, não existe a dependência e a relação com as pessoas continua normalmente.

habitual - é quando se utiliza freqüentemente de drogas e em suas relações pessoais e profissionais já começam a aparecer problemas. Já está correndo riscos de ficar dependente e seria importante que já procurasse por algum tipo de ajuda.

dependente - é aquele que vive pela droga e para a droga, quase exclusivamente. Como seus vínculos com as pessoas já está muito ruim, passa a ser isolado e marginalizado.

Fonte:www.antidrogas.com.br



Aaah tá! Posso dizer com "quase-certeza" que existe um tipo de usuário, o USUÁRIO! Poxa, a gente faz merda na vida, talvez acabe até experimentando alguma droga por curiosidade ou só pra "ser do contra". Mas se a criatura não parou de usar qualquer tipo de droga é porque está totalmente viciada e provavelmente não vai parar não. Nem vem com essa de "eu me controlo e só uso em festas ou finais de semana" porque festa você pode fazer todos os dias e eu duvido que você possa ficar um mês que seja sem.

Ufa...

Primeiramente, oi povo ( \o/ ). Depois desse leve desabafo acho que dá pra ter noção do que vai ser o post de hoje. Andar com pessoas que utilizam algum tipo de entorpecente é praticamente normal (infelizmente). Não porque a visão sensata sobre as drogas foi distorcida, mas porque as pessoas são fracas demais para dizerem um simples "não". E por conta disso no mínimo um dos teus amigos usa algum tipo de substânca ilegal, mesmo que você não saiba.
Eu acho um saco ter que dizer isso, mas a cada dia que passa milhares de adolescentes entram em um submundo de vício que parte da maconha até o crack e outras drogas muito mais pesadas. Que clichê dizer que a parada final é a morte, mas isso não é nada mais do que a verdade.
O que eu tento entender até hoje são as motivações, por que cheirar pó, fumar crack ou o diabo a quatro que se faça com essas e outras drogas? Mas antes tem uma pergunta mais importante que deve ser esclarecida: É culpa de quem?
Dos usuários é claro! Vício não se herda dos pais, nem é imposto pela sociedade. Dos pais recebemos apenas educação, mas se a cabecinha de muitos é suscetível às tagarelices dos traficantes, fazer o que né? Se a pessoa ainda acredita em frases como: "Sou teu amigo, nunca ia oferecer uma coisa que não fosse legal" então é melhor pedir pro Papai Noel outra bucha de pó.
Estabelecido isso vamos às motivações...
Por acaso usar drogas virou moda, marca da juventude rebelada que teve tudo nas mãos, nunca lutou por nada e se acha no direito de fazer uma revolução. Isso me irrita, sério. Quem será que sustenta o tráfico, os mendigos que roubam pra fumar ou o playboyzinho que gasta R$ 400 reais em balas numa rave? E quais são os motivos dele? Ser hype? Estar na moda? Dançar até as seis da tarde do dia seguinte? Sim, todos esses. Por mais idiotas que sejam, esses são os motivos. Existem outros mais ibecis ainda, por exemplo, um deles é que depois que a pessoa cheira ela fuma mais cigarros e bebe mais cerveja do que num estado normal. E não dá orgulho mesmo dizer que tomou um engradado de cerveja sozinho?! O sexo é melhor, a fome é menor... é cada desculpa esfarrapada que realmente faz a gente querer rir.
Não um riso feliz, mas aquele amarelo do coringa. Um que esconde a vergonha de pertencer a uma geração tão retardada. Cujo lema ironicamente é "Viva a vida, pois a vida é curta". Sim, curta pra eles. Curta de ideias, de personalidade, de caráter... de todos os valores morais que realmente contam. É uma semi-vida irresponsável e dependente de festas e drogas que te façam ser feliz porque você nunca teve algo pelo qual se orgulhar. Sua felicidade acabou dependendo desse estado eufórico em que você esquece todas as derrotas, afinal sempre desistiu das batalhas por medo de apanhar.
Então Paulo Otávio, seja hype, seja drogado e em poucos dias o mundo já ruiu ao seu redor.

Ps¹. Paulo Otávio é uma gíria para PÓ que os usuários adotaram para falar sobre o assunto na frente de outras pessoas.

Ps². Pra concluir eu deixo aqui uma campanha anti-drogas muito boa. É sobre uma estudante Norte Americana, presa inúmeras vezes por porte e uso de drogas, sendo a primeira vez em 83 com 14 anos e a última em 97 com 28. Ela morreu de overdose aos 30 anos.

Créditos de imagem para: http://blog.fshark.com/

sábado, outubro 24, 2009

Velha Infância

Pois é, li uma coluna muito boa da Martha Medeiros (quase todas são) publicada na Zero Hora de hoje (25/10). Se entitulava "Viver a vida infaltilmente" e ela falava sobre alguns personagens da novela das 8 que pareciam crianças grandes. Nem preciso falar que foi ela quem me fez pensar sobre o assunto em questão. E tenho que concordar com a coluna, os adultos do nosso presente deixaram para trás a imagem de "senhores importantes" e começaram a parecer cada vez mais com adolescentes. Tudo bem que sempre existirá dentro da gente aquela criança bobinha e incocente que um dia todos fomos, mas até que ponto é saudável deixar que essa criança esteja mais ativa do que o adulto que nós nos tornamos?
Andando na rua hoje nós vemos mães e filhas que mais parecem BFF's(Best Friends Forever = Melhores Amigas Para Sempre) do que... ora, do que mães e filhas! Deus me livre, ainda bem que a minha mãezinha sabe o papel que ela representa na minha vida e não tenta competir por um espaço junto com meus amigos. Até porque, essa história de amiguinhas deixa falhar toda a perspectiva de responsabilidade que nós deveríamos receber de nossos pais. E usei o exemplo da mãe, mas tem muito pai por aí que entra na idade do "lobo mau" e compra um conversível novo querendo caçar "chapeuzinhos-vermelhos" com o filho. E não são só pais e filhos, pessoas supostamente adultas, com seus 40-e-tantos anos resolveram brincar de "ficar" e mais diabo a quatro como se nenhum deles tivesse tido uma época específica da vida pra fazer isso.
Não sou extremista a ponto de dizer que uma pessoa adulta não pode se divertir, mas temos que ter alguns limites. A idade não vem sozinha, como dizia uma colega minha. Vem com responsabilidades e deveres bem maiores do que os adolescentes tem. Eles até podem se dar ao luxo de fazer festa todo o dia.
Se conselho fosse bom a gente vendia e não dava de graça, mas aqui vai o meu: quer se divertir? Ótimo, mas faça isso de maneira inteligente. Não seja uma criança colecionando os últimos modelos de Hot Wheels ou brincando de bonecas. Nem um adolescente fazendo pole-dance em uma boate. Tem uma penca de programas muito legais e que se encaixam melhor pra faixa etária em questão. Saia com seus amigos ao invés de com seus filhos e os amigos deles. Leia um livro, vá ao cinema, procure uma companhia que esteja à altura da sua maturidade.
No meio dessa história até é permitido uns momentos de nostalgia pra relembrar de todos os bons momentos, mas esteja sempre ciente do ponto em que você se encontra agora. Não precisa deixar a infância morrer, mas é preciso lembrar que ela envelheceu.

sexta-feira, outubro 16, 2009

Fangbangers

Vampiros são os novos bruxos, do mesmo jeito que presas são as novas varinhas. Tá certo, a associação foi trash, mas depois de HP parece que o hit do momento foram essas criaturinhas sugadoras de sangue e aparentemente bem românticas. De Anne Rice, passando por Charlaine Harris, L.J. Smith e indo até Stephanie Meyer nós temos histórias de todos os tipos (note que a escala organiza-se de forma decrescente quanto à qualidade das histórias). E é com elas que eu quebro o "hiatus" do blog e tematizo o novo template (o vampiro "Eu").
A eterna luta contra lobisomens, os triângulos amorosos, disputas territoriais. A "vida" deles é tão fascinante que até um humano acaba virando algo extraordinário em sua companhia. E o que mais amamos neles senão a pele pálida e fria ou os olhos geralmente diferentes? Vampiros são lindos, elegantes, são praticamente blasé.
Também são fortes, ágeis, imortais. Você nunca ficará vivo perto de um a menos que ele queira. E se ele quiser, pule de felicidade (não na frente dele é claro). Porque em pouco tempo você será um deles. Eles amam, mas de uma forma distorcida, vampiros são egoístas e mesquinhos e você mero mortal será uma marionete nas mãos deles.

Eles sempre existiram, isso é óbvio e eu nem deveria estar dizendo. O problema é que tem gente que esquece disso e sai falando que a Tia Steph foi quem lhes deu vida. Concordo que a Saga Crepúsculo abriu muito as portas do mercado para as outras histórias, mas é uma afronta falar que foi ela quem criou esses monstros encantadores.
Com isso esclarecido o resto do post é só pra lembrar dos caninos avantajados que muitas vezes quisemos ter nas nossas gargantas, sejam para nos transformar ou apenas para ceder nossa essência vital a eles. (Yes! I'm a Fangbanger!)

~> Selena:
Um dos meus primeiros contatos com vampiros, Anjos da noite é pra mim uma das melhores sequências cinematográficas de vampiros e lobisomens que existe. Além de sugar seu sangue para alimentar-se, Selena te transformava na hora. Claro, se você ficasse vivo.









~> Angel:
Um vampiro atormantado por culpa e remorso que luta contra as forças do mal. Esse spin-off de Buffy chegou até a fazer mais sucesso do que a série mãe por algumas temporadas. Faz parte da minha infância, eu olhava na globo quando criança, nem entendia, mas adorava.









~> Edward Cullen:
Tá, não podia faltar! Pai da nova onda de vampiros ultrarromânticos (e da Renesmee também, hehe) já virou mito entre as gurias e padrão internacional de namorado. Ele brilha no sol, tem medo de sexo (geralmente é o contrário entre os da espécie, mas tudo bem) e apesar de parecer amar a Bella acima de tudo o que ele quer mesmo é tudo do seu jeito, nem que precise fazer à força. Mesmo depois de cento-e-tantos anos ele continua sendo um adolescente.



~> Stefan e Damon Salvatore:
Um é pouco? Dois pareceu a medida exata para os romances de L.J. Smith sobre os irmãos vampiros apaixonados pela mesma garota. A primeira foi quem transformou eles e a segunda, ah ela só é fisicamente parecida com a primeira.










~> Bill Compton: Vampiro cabra-macho que toma sangue da namorada para saciar sua sede e é praticamente ninfomaniaco (ou ele ou ela). É baixinho, mas invocado e pra proteger seu território e principalmente a SUA Sookie até encontra o sol. O que nós queremos saber é onde ele anda agora (depois do final da segunda temporada de True Blood)








~> Lestat:
O vampiro rockstar de "Rainha dos Condenados" e uma das obras primas de Anne Rice. Devo ser sincero, nunca li os livros dela, apenas me informei sobre a autora e li várias resenhas. Nem Entrevista com o Vampiro eu assisti, acredita?! (to dando um jeito nisso). No filme "Rainha" o vampiro era super cool, mas eu tenho medo dele! #prontofalei







Pois é, pelos meus cálculos sobram vampiros consquistadores e faltam vampiras dominadoras. Até parece que essas histórias foram escritas por mulheres domadas por carência afetiva com maridos pedreiros/espancadores. Ops, não foi esse o caso da Meyer? Haha, não interessa. A gente se contenta com as vampiras secundárias:


~> Alice
















~> The Queen
















~> Victoria
















Essas foram as que vieram na minha cabeça agora, mas se lembrarem de mais alguma ou mais algum expressem-se no comentários! x[

terça-feira, setembro 01, 2009

Como sempre foi

A segunda história curta que eu posto aqui. Espero que gostem.


Na confusão dos corredores eu notei seus cabelos dourados brilhando. Pela mesma janela que lançava os raios de sol uma brisa enfeitava seus movimentos dando mais vivacidade a tudo. E de tão colorido que foi, deveria ser um sonho.
Olhei para os lados, mas o mundo parecia ser apenas nós dois. E me perguntei por que depois de tanto tempo eu ainda me sentia assim. Como se uma âncora afundasse chão abaixo tentando me puxar junto. E a cada passo seu eu sentia o peso da âncora aumentar. Em pouco tempo eu poderia me afogar no mar de pedra ao meu redor.
E ao mesmo tempo um milhão de borboletas explodiram no meu estômago fazendo coceguinhas por dentro de mim. Isso fez eu esboçar um sorriso, aquele que você disse amar tanto. A única coisa minha de que eu tenho orgulho, meu sorriso. “Por que é sempre sincero”, você disse. E com um vislumbre eu te vi cada vez mais perto.
Esperei onde estava até que você chegasse na minha frente. Não porque não queria correr ao teu encontro, mas porque tua visão havia me petrificado como uma medusa faria. Contemplei teu rosto, teus lábios e tudo em ti que me convidava a passar uma breve eternidade ao teu lado.
“Me beija”. Eu pedi com uma das mãos na tua cintura. E olhei fundo nos olhos claros nos quais pude ver tua alma tão pura. Por isso eu te amava. Por que minha alma, suja pelos meus pecados, nunca te afastou. Mas naquele momento minha fé foi golpeada por tuas palavras. “Nós precisamos conversar”, você disse ao meu ouvido.
Eu não via mais ninguém à minha volta, mas essa bolha eu construí há muito tempo. Ainda assim muitos olhares pareciam capazes de nos observar, por isso você fez questão de ir a algum lugar mais vazio. Eu não seria capaz de te contrariar, nunca tive forças para isso.
Te acompanhei. Você pôs uma mão nas minhas costas, eu pus a minha nas suas. E era como sempre foi. Mas se você precisava conversar não poderia continuar assim por muito tempo. Uma onda de pavor começou a oscilar pelo meu corpo, eu tive tanto medo de te perder. Por que as pessoas sabem quando têm nas mãos o melhor que a vida pode lhes dar. E eu tinha.
Quando ninguém mais nos via você parou e novamente olhou para mim. Com suas mãos segurou meu rosto, que poderia muito bem estar se contorcendo numa careta de dor. “Eu não quero te beijar”. Você fez uma pausa, contemplando meus olhos. “Eu só quero te abraçar”, e seus braços me prenderam. Era como sempre foi.

sexta-feira, agosto 28, 2009

Beleza distorcida

Como a pessoa totalmente desligada que eu sou (ao menos para o assunto a seguir) nem sabia que outro concurso de Miss Universo aconteceu.
1º - como somos presunçosos por achar que de todo o universo a mulher mais bonita se encontra na Terra.
2º - Não, eu não vou falar de Miss Universo, esse foi só o assunto que me ajudou a pensar.
Efim...

Quero começar o post de hoje com essa campanha publicitária que me chamou atenção há algumas semanas atrás. "No wonder our perception of beauty is distorted." (traduzindo para os leigos ficaria algo como: Não surpreende que nossa percepção da beleza seja distorcida). E ela é, certo?
Sim. Ela sempre foi moldada de acordo com os lucros que geraria. Todos conhecem o exemplo clássico do padrão de beleza há alguns séculos? décadas? Sinceramente não sou muito familiarizado com a linha do tempo humana. O ponto é, as mulheres eram retratadas em quadros e esculturas com uma massa corpórea elevada, ou seja, gordas mesmo né?! Mas alguém já se perguntou por quê?
Quem sabe, o tipo de comércio mais lucrativo naquela época era o de alimentos, condimentos, tecidos, etc... Se você é gordo come mais e usa mais tecido nas roupas. Isso é lógica, ok?!(A minha pelo menos, que tem pouco ou nada em comum com a lógica filosófica, haha). E hoje, comida se põe na mesa com R$100. Acredite, muitas pessoas conseguem. Mas os lucros gerados por cirurgias plásticas, produtos de beleza e mais um "tendéu" de serviços que prometem o corpo perfeito são infinitamente maiores. Sendo assim os padrões foram adaptados para que fossem quase inatingíveis sem auxílios externos. A explicação é simples, nossa beleza sempre será ditada (como muitas outras coisas) pelo capital.
Que essas deduções são óbvias eu sei, mas ao que me parece ninguém mais chegou a elas. E os olhos de todos foram tapados com filtros que não transpassam o corpo, quase sempre imperfeito, daqueles que são observados. É praticamente um clichê falar isso, mas o caráter, o "interior" de nada importa sem peitões ou um abdômem malhado quando nos referimos ao grande contingente de mentes simplórias que andam nas ruas todo o santo dia.
As misses ficaram burras (CLIQUE AQUI e comprove a teoria), várias garotas e até mesmo garotos descobriram um novo "mal do século": a anorexia (prima Ana pros mais íntimos) e a venda de anabolizantes só tem aumentado nos últimos anos. Tudo isso pretende mostrar o que exatamente? Que você atingiu todas as metas da sua vida ao representar esteticamente os padrões impostos? É deprimente pensar dessa forma. (Pensar? Ok, tá mais pra falta de pensamento)
Em suma, a beleza é superficial. Não leva em conta coisas muito mais importantes, como quem realmente somos. É apenas mais uma jogada de marketing.

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