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quinta-feira, julho 30, 2009

Twittequeta

Depois que o twitter virou febre, todo mundo começou a fazer o seu. E antes que a gente culpe a maldita inclusão digital pela anarquia é melhor ditar algumas regras para o bom convívio nessa rede social.

- Evite twittar a mesma mensagem mais de uma vez... nós já lemos da primeira.
- Tente fazer no twitter o que você faria em um local público, só porque não te vemos não significa que não te ouvimos.
- Nunca obrigue alguém a te seguir, nem se ache importante demais para seguir alguém. A menos que você seja o Ashton Kutcher ou a Oprah.
- Na maior parte do tempo, tente falar coisas interessantes. Não twitte algo como "Tal coisa está nos TT", nós vemos eles também.
- Nunca diga o que foi fazer no banheiro, muito menos se fedeu.
- Use e abuse do "RT" e do "@", amamos ver que falaram da gente!
- Evite usar o twitter como chat, ou para ficar cantando músicas. Pra isso existe MSN e WMP.
- Nunca fale mal do seu emprego, sempre tem uma diabinho pra te entregar pro chefe.
- Não reclame de tudo, nem seja chato. Se você for vai ver alguns números diminuindo durante o dia.
- Não fique quieto esperando followers: indique e serás indicado.
- Se você não canta, dança ou atua profissionalmente, faz parte do resto do twitter que deve seguir para ser seguido.
- Evite queimar o seu filme falando coisas privadas, pra isso existe DM. Caso contrário você pode ser a nova piada do dia.
- Não envie mensagens bêbado, quem está sóbrio provavelmente não achará tão engraçado.
- Se você estiver sendo assaltado, estiver em um incêndio ou outra situação de risco, não use o twitter!

Claro, todas as regras tem suas excessões. Siga essas se você quiser, mas não diga que eu não avisei!

quarta-feira, julho 22, 2009

Melhores Amigos

Nessa última segunda (20) comemoramos o dia do amigo, como a mídia deixou evidente. Serei sincero, não é uma data que eu guardo na cabeça. Até porque essa história de "Dia de Tal-Coisa" é só pra incentivar o consumismo, como diria meu pai. Mas "dia ou não dia" me fez parar pra pensar sobre algumas coisas. E também me fez querer homenagear os MEUS amigos, que tem presença praticamente constante no blog.
Quantas vezes você já chorou no ombro deles? E quantas vezes eles nos fizeram rir tanto que chega a doer a barriga? Sim, amigo é pra essas coisas. Não podemos escolher nossa família,(como todo mundo diz) mas nossos amigos nós podemos. Depois disso depositamos nossa confiança, partilhamos nossos segredos, dividimos coisas tão intimas as quais jamais dividiríamos com qualquer familiar. Por isso um amigo jamais deve ser subestimado, um amigo de verdade carrega consigo parte da nossa vida.
"Amigo de verdade", foi engraçado ter que especificar isso agora, mas eu estou falando deles. Não de colegas de trabalho ou outros conhecidos, que viciosamente chamamos de amigos durante nossa rotina. O amigo de verdade é aquele que está do teu lado faz anos, e nos piores momentos não te deixou na mão. Não vou falar de pais e mães aqui, porque nossa relação é diferente com eles. Amizade (para mim) é fundada na escolha que temos de compartilhar nossa vida com certas pessoas. E em relação a família esse obviamente não é o caso.
Amigo é aquele que mesmo quando vocês não poderiam se encontrar deu um jeito para partilhar ótimos momentos contigo. Aquela que pode ter mudado totalmente de vida, mas nunca mudou a forma como te encherga. Aquela que pode até dividir uma casa contigo, porque no final tudo dá certo. Ou até mesmo aquela sob seus cuidados, mas que ao mesmo tempo faz com que o mundo te pareça totalmente diferente.
Sim! Esses são meus amigos, os melhores qu alguém poderia ter.

segunda-feira, julho 20, 2009

O Enigma do Filme

Sim, depois de tanta espera finalmente eu entrei naquela sala de cinema (com meu BFF) para olhar o 6º filme da franquia Harry Potter. Empolgado, sem dúvida, esperando que a mágica de HP voltasse a brilhar na tela. Já que ultimamente sem livros para esperar e com outras histórias sendo contadas me parecia que HP estava cada vez mais distante. E infelizmente minha expressão ao sair da mesma sala era de decepção, o pior é que eu não estava sozinho. Foi engraçado ouvir uma tentativa falha de alguns expectadores aplaudirem o final do filme. O maioria apenas olhava chocada a tela pensando "é isso?!". Quando eu saí do cinema realmente achei que só tinha valido a pena assistir o trailer de Lua Nova na "telona".

[CUIDADO! CONTÉM SPOILERS]
[CUIDADO! CONTÉM SPOILERS]
[CUIDADO! CONTÉM SPOILERS]



O filme começa com Harry em um barzinho, no metrô de Londres, dando em cima de uma garçonete. Hã? O Harry cantando estranhas no metrô de Londres? Aah fala sério! É lá também que ele encontra-se com Dumbledore (sim, sem Dursleys). Ok, isso foi um fracasso. Poucos minutos antes uma cena dos Comensais da Morte derrubando uma ponte e raptando Olivaras havia me deixado arrepiado, agora eu já começo a ficar desconfiado. Depois disso eles aparatam, convencem Slughorn a voltar para Hogwarts, blábláblá. Draco quebra o nariz de Harry no trem, blábláblá. A Luna conserta o nariz. OPA, a Luna! (OK é um erro que podemos tolerar comparado com o resto).
O filme se desenrola como uma comédia romântica entre Harry/Gina, Rony/Lilá e posteriormente Hermione. Muitas cenas engraçadas pro meu gosto, não ficou tão ruim, mas faltou tanta coisa que chega a irritar. Lembro de ter lido uma entrevista com o diretor onde ele dizia que quis fazer um filme mais alegre para que aliviasse a dor e tristeza do final. OK, já imaginava que ia morrer chorando com o funeral do Dumbledore, por isso dei um desconto.
Se for parar pra pensar, o livro seis é um pouco de "encheção de linguiça" em algumas partes. O foco principal são as horcruxes, Rowling só faz a gente esperar um século pela lembrança do Slughorn para compreendermos como ela era valiosa e dificil de conseguir. Então se esse foco fosse mantido talvez o filme tivesse sido melhor.
Mas tudo começa a desandar quando Harry vai atrás da maldita lembrança no filme. Ele toma o frasco todo de Felix Felicis (ué, nenhuma gotinha pro Rony, Hermione e Gina?). Claro eles não precisariam, porque quando Harry retorna com a horcrux falsa não há luta. Malfoy tenta matar Dumbledore, mas não consegue. Snape mata. E enquanto isso Harry está escondido num andar debaixo da torre, sem a capa e com todos os seus movimentos. Os Comensais entram e saem silenciosamente, a única coisa de extraordinária é que Bella lança uma marca negra "xoxa" sobre Hogwarts e bota fogo na casa de Hagrid. Harry tenta lutar com Snape mas ele não revida. E todos vão embora. Putz, sem luta! Que lixo de filme! É o que eu penso. Mas me arrumo na cadeira, Harry já voltou pra onde Dumbledore caiu. "Putz, é agora q eu choro, é o enterro agora". Que enterro que nada! Minerva olha para cima, para a marca. Levanta a varinha com um "lumus" e todos os outros a imitam. E fim! A cena é cortada para Harry, Rony e Mione conversando sobre o próximo ano, as horcruxes e como Rony aprova o namoro de Harry/Gina. Esse é o filme.
Minha opinião: Péssimamente adaptado! E para um fã isso é decepcionante. Porque entramos no cinema imaginando as cenas que veremos, e cadê elas? Isso é que é frustrante. Talvez alguém que não tivesse expectativas sobre o filme possa vê-lo de outra forma, mas eu não. Faltou muita coisa. A história foi distorcida e a explicação do diretor para isso é que ele escolheu cenas que ficariam "bem" na tela. Hum, eu tinha pensado nisso: Ele abriu o livro aleatóriamente e escolheu "essa aqui vai, essa aqui fica". Resumindo, não foi uma obra de arte. E depois de tanto tempo sem Harry nas nossas vidas, esse filme deveria nos lembrar porque gostamos tanto dele.Quem sabe eu possa olhar novamente ele, sem esperar cenas que nunca existirão. E apenas apreciar o que apareceu nas telas, porque afinal de contas, a história completa eu já conheço mesmo.
Como a cena de Harry flertando no começo do filme, outras fora adicionadas. A mais comentada é a da casa dos Weasley que sofre um ataque dos Comensais. Harry salta pelo fogo e corre atrás de Bella querendo o fígado da bruxa. Parabéns para o diretor nessa. Mesmo fútil (em termos da história) a cena é legal. Outra coisa, a única cena que fez juz ao livro foi a busca pelo medalhão de Slytherin. A caverna e tudo mais foi muito bem feito, me deu arrepios e um susto de pular da cadeira. De resto, vocês já conhecem minha opinião.

Mudar é preciso...

Sempre! Não é mesmo? E foi por isso que o blog passou por tantas mudanças até chegar à sua versão "2.0". Por isso também ele esteve tão desatualizado durante essa semana (até a fênix morre para então ressurgir das cinzas, ok). Como várias outras coisas em nossa vida, a mudança é uma etapa do nosso amadurecimento. É impossível crescer se você continua vendo tudo da mesma forma como via quando era criança, você deve concordar comigo (se não concorda, faz teu blog que daí tu podes escrever o que quiser). De uma leve mudança no conteúdo (que na minha opinião ficou mais pessoal) a uma profunda mudança no layout o "all the F things" está "amadurecendo". Sem mais enrolações, vamos ver o que há de novo:

> Featured: Posts sobre o que mais me chamou atenção nessa semana.
> TV: Um vídeo por semana, algo que tenha ocupado minha cabeça por tempo suficiente.
> Top 5 of the week: (Nem preciso dizer: "semanalmente") 5 assuntos/coisas/pessoas influentes.
> Posts: Agora separados por marcadores para especificar os temas.

E isso aí, espero que leiam, gostem, comentem e retornem.

quinta-feira, julho 02, 2009

Isso é tão Disney!

Neste fim de tarde, entediado como sempre, estava escutando algumas músicas novas no mesmo estilo "pop demais" que apesar de tudo é o que eu gosto. Enquanto mexia em uma coisa ou outra comecei a prestar atenção no seguinte refrão:

"I'm not a princess, this ain't a fairytale
I'm not the one you'll sweep off her feet
Lead her up the stairwell
This ain't hollywood, this is a small town
I was a dreamer before you went and let me down
Now it's too late for you and your white horse
to come around" (Taylor Swift - White Horse)

Na hora, a primeira coisa que eu pensei foi: "Aii! Isso é tão Disney!". A inocência proposital, a menção de contos-de-fada como se fosse realmente possível que tudo na vida acabasse com o famoso "Felizes para sempre". Sabemos que isso é praticamente impossível. É claro que muitas coisas boas podem estar em nosso futuro, realizações geradas pelo nosso empenho, mas nem tudo na vida acontece do jeito que queremos. É necessário ser realista, não é?!
Porque, acredito eu, é natural sonharmos com certas coisas. Almejar e percorrer certas rotas até que nossos objetivos sejam alcançados. Mas há o momento definitivo onde tudo isso passa de metas à pura ingenuidade. No momento em que paramos de agir como adultos e começamos a sonhar, feito crianças com futuros maravilhosos que não são possíveis através da nossa própria capacidade. É quando nosso anseio vira pura ficção, fantasia, e apenas deixa nossas mentes mais vazias.
Sonhar é bom, mas essas ilusões exageradamente utópicas podem nos fazer achar que a vida não tem graça. Uma delas pode tirar o brilho real de nossas conquistas diárias. Viver assim é quase como atestar a si mesmo como autista. E finalmente eu repito: acordem! Deixe de ser "tão Disney" antes que toda sua vida tenha se passado até você decidir sair da cama.

terça-feira, junho 30, 2009

Superficialmente falando

Em primeiro lugar gostaria de agradecer minha fiel leitora e meu visitante ocasional pelas presenças no blog. Sem vocês eu já teria desistido dele como já fiz inúmeras vezes. Então vamos ao que interessa mesmo...
Pensando bem, o que podemos considerar interessante? Como diferenciar o que é mundano dos assuntos que realmente valem uma discussão? Se maior parte do que escutamos e falamos por aí é um monte de asneiras sobre vidas pacatas e celebridades decadentes.
De quantas conversas cultas e com potencial para decidir nosso futuro nós participamos hoje? Nenhuma, eu presumo. Há alguns minutos atrás eu perdi meu tempo lendo algumas asneiras para perceber que geralmente nada de útil é incorporado à nossa mente nos últimos tempos. A internet é a melhor maneira de compartilhar informações, mas nem sempre elas servem para alguma coisa. Então qual o fator decisivo para que uma opinião possa se tornar algo válido e positivo em nossa vida? Pra mim, ela deve trazer questionamentos. Fundamentalmente deve me fazer pensar, para que se torne interessante. Mas muitas ideias difundidas por aí simplismente me fazem querer "jogar uma bigorna na cabeça das pessoas".
Podem até me considerar exigente demais, mas prezo pela minha cultura e acho ridículo não me contrapor à essa incontinência verbal que certas pessoas têm. Ela faz com que o conteúdo seja menosprezado em prol da vontade absurda de espalhar informações sem fundamento. Isso realmente me irrita. Seria muito pedir para que não tratem nosso cotidiano com tanta superficialidade? Comecemos então a pensar mais nos assuntos que nos cercam para então expô-los de uma maneira adequada. Desse jeito, qualquer tema pode se tornar interessante, sob um ponto de vista ou outro.

terça-feira, junho 23, 2009

Todo o dia...

...acordo, vou ao banheiro, volto pro quarto, arrumo a mochila, vou pra aula, volto da aula, não faço nada, vou pro computador, vou para a cama, durmo, acordo...

Eu descrevi uma rotina, a minha, porém com algumas alterações pode tornar-se a rotina de qualquer pessoa. O tempo parece correr cada vez mais e tentando adequar-se à sua velocidade projetamos toda a nossa vida. Temos horários para acordar, para trabalhar, marcamos até a hora de se divertir. Quando viver ficou tão complicado? Quem começou essa balela de cronometrar a vida como se fosse possível fazer isso, tranformando-a numa mera sombra. Quem criou a rotina que seguimos e que aparentemente é a mesma para qualquer pessoa?
A população não pensa mais, age programadamente sob o comando de algum superior. Nossas vidas foram preenchidas por compromissos que taparam os sentidos, parece que entramos em uma bolha e não vemos mais nada ao redor. Não improvisamos mais nada, "isso seria imaturo". Tudo deve ser planejado, pensado, repensado... é assim que a vida anda. Se acabasse agora, quem teria os olhos abertos para ver seu fim?
Parece proposital que não notemos nada à nossa volta, mas nós somos os únicos culpados por isso. Porque de alguma maneira sentimos uma falsa segurança ao nos prendermos em qualquer tipo de rotina. É nossa tentativa falha de prever o dia seguinte, contanto que tudo saia como o planejado. Assim evitamos surpresas desagradáveis e por fim deixamos de viver para virarmos reflexos nas vitrines pelas quais passamos.
Talvez esteja ficando tarde para acordar, para deixar de seguir um manual específico e simplismente viver da maneira que nos parecer mais coerente. Eu sei, é facil falar. Entretanto se nada for dito ninguém mais vai pensar nisso. E viver quem sabe se torne supérfluo demais como um fator para ser levado em conta.

quinta-feira, junho 11, 2009

Sete Pecados Capitais: Inveja

Vim aqui para contar uma história, a história de João Sem-Nome. Ele sempre trabalhou naquela mesma empresa fútil. Seu trabalho era ínfimo e sua vida podia ser resumida em poucas palavras. João Sem-Nome era também João "sem nada". Sua cultura era inútil, seu vocabulário se extendia ao que ele ouvia por aí. Até a sua esposa era sem graça, sempre na frente da TV. João era uma dessas pessoas que só servem para ocupar o nosso lugar no ônibus, estar na nossa frente na fila do banco, fazer parte sempre da maioria. Enfim, ele é preto e branco e só ocupa espaço no planeta.
Você deve se perguntar por que então alguém contaria sua história, se ela é tão medíocre? João tem um segredo, mas é um sentimento tão forte que passa oculto apenas pelos mais desatentos. Ele é invejoso. Dizem que existe uma inveja boa, mas esse definitivamente não é o caso do João. Ele inveja o patrão pelo seu sucesso, inveja a esposa dedicada do amigo, inveja até mesmo as boas notas escolares do filho. Ele sempre diz que aquelas coisas deveriam acontecer com ele e não com os outros. Ele sempre reclama que sua vida é uma mer**. Nada daquilo que for feito pelas pessoas que João inveja será bom, sempre haverão defeitos. Assim João vive sua vida, amargurado e completamente infeliz.


Essa é uma mísera ilustração do que eu realmente quero dizer. Quantas pessoas incapazes nós vemos hoje por aí? Fracas e desesperadas, tentando ser alguém que simplesmente não são, invejando o sucesso alheio. Quantas pessoas acabam tornando-se meras sombras na ridícula esperança de ser tão boas quanto alguém? A inveja é um vício e o sentimento mais presente em toda a humanidade. Os invejosos são falsos, descarados e sempre estarão tentando derrubar alguém. Se você teve uma boa ideia, um invejoso se perguntará por que não pode pensar nela antes, ou então tentará tirar proveito dela. A inveja é a auto-destruição de alguém. Sentir inveja é assumir seu total fracasso perante suas ações, desejando ser alguém melhor quando você é ciente de que não tem capacidade para isso. São seres míseros esses invejosos, nem valem um post tão grande.

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